Tomada universal de uma nova consciência ecológica
Os animais que o planeta mantém, destinados ao abate e posterior consumo de carne, representa um ônus cada vez maior tanto para a sustentabilidade ecológica como para o suprimento das necessidades alimentares básicas dos bilhões de seres humanos que o povoam. Como entender isso? Vamos a questões mais práticas. São os países pobres e em desenvolvimento, onde a fome é uma desgraça social, que exportam grãos aos países ricos para alimentar as criações animais destinadas à produção de carne. Não é um contra-senso?
Os animais consomem muitíssimo mais calorias e nutrientes do que o devolvem na forma de carne e leite. Isto gera um desequilíbrio fatal, que contribui para perpetuar a tragédia da fome no mundo. Se o homem consumisse os grãos destinados à ração animal, haveria ainda muito menos motivo para falar em escassez mundial de alimentos que, na essência, é um paradoxo. Milhões de toneladas de grãos são desviadas anualmente para a nutrição animal. Se fossem adequadamente destinados à nutrição humana, daria para matar várias vezes a fome do mundo! Um dado simples que, a grosso modo, ajuda a entender o desperdício nutricional que representa o alimento de origem animal: Cem acres produzem carne para 20 pessoas, mas trigo suficiente para alimentar 240 pessoas (12 vezes mais alimento!). Uma pessoa morre de fome (60 milhões por ano) a cada seis segundos, e uma das causas dessa tragédia é o fato de a maioria da população mundial não dispensar a carne do prato.
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pelo Dr. Boarim